quinta-feira, 8 de maio de 2008

Cultura: Hegel x Marx

Foi Hegel e, depois dele, Marx que enfatizaram a cultura como história.

Para Hegel
O tempo é o modo como o Espírito Absoluto ou a razão de manifesta e se desenvolve através das obras e instituições - religião, artes, ciências, filosofia, instituições sociais e políticas. A cada período de sua temporalidade, o Espírito ou a razão engendra uma cultura determinada, que exprime o estágio de desenvolvimento espiritual ou racional da humanidade - China, Índia, Egito, Israel, Grécia, Roma, Inglaterra, França, Alemanha seriam fases da vida do Espírito ou da razão, cada qual exprimindo-se com uma cultura própria e ultrapassada pelas seguintes, num progresso contínuo.




Para Marx
Há em Hegel um engano básico, qual seja, confundir a História-Cultura com a manifestação do espírito. A História-Cultura é o modo como, em condições determinadas e não escolhidas, os homens produzem materialmente (pelo trabalho, pela organização econômica) sua existência e dão sentido a essa produção material. A História-Cultura não narra o movimento temporal do Espírito, mas as lutas dos seres humanos reais que produzem e reproduzem suas condições materiais de existência, isto é, produzem e reproduzem as relações sociais, pelas quais distinguem-se da Natureza e diferenciam-se uns dos outros em classes sociais antagônicas.


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